quinta-feira, 9 de novembro de 2017

História da Fotografia

Em 1725, o professor de medicina da Universidade de Aldorf (Alemanha), Johann Henrich Schulze, através de um revolucionário experimento, conseguiu provar a possibilidade de se registrar uma imagem através do uso da luz em combinação com sais de prata.

Primeiramente ele encheu um frasco de vidro com nitrato de prata e, após expor o recipiente à luz, descobriu que a substância que havia ficado em contato com a luminosidade se tornara da cor violeta, enquanto o restante da substância continuava intacta.

O seu próximo passo foi introduzir nesse mesmo frasco um chumaço de papel stencil e, após expô-lo novamente ao sol, a surpresa! Descobriu que haviam ficado impressas, por um curto espaço de tempo, na superfície do frasco, em negativo, as palavras escritas no stencil.

Começava, pois, a história da fotografia, e era o pontapé inicial para que uma infinidade de experimentos fosse feita até que em 1826 o inventor francês Joseph Nicéphore conseguisse, finalmente, fixar uma imagem através desse processo.

Resolvido o problema da impressão de uma imagem através da luz sobre uma superfície, restava agora fazer com que essa imagem pudesse ser fixada e, posteriormente, copiada. Entrava em cena o inventor francês Joseph Nicéphore Niépce, e começava a portentosa história da fotografia!


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Em 1826, teve uma ideia que, definitivamente, passaria para história da fotografia mundial. Utilizou uma chapa de estanho, cobre e chumbo na qual despejou um tipo de asfalto que não é derivado do petróleo (o asfalto da judeia). Logo após, colocou em cima dessa chapa uma ilustração embebida em óleo para que a luz atravessasse o papel e atingisse a placa com o asfalto.

Resultado: como esse asfalto endurece ao contato com a luminosidade, ao lavá-lo com uma substância química, descobriu que a imagem da ilustração havia fixado-se permanentemente na chapa, ficando, assim, disponível para ser copiada várias e várias vezes. Apesar de algumas controvérsias, o pintor e inventor francês Louis Mandé Daguerre é considerado o “pai da fotografia moderna”, devido, entre outras coisas, ao fato de tê-la popularizado e tornado-a acessível a uma boa parte da população francesa da época.

No ano de 1829, Daguerre utilizou uma chapa de ouro repleta de sais de prata e vaporizada por iodo, obtendo, com isso, iodeto de potássio. Essa substância, exposta à luminosidade, numa câmera escura, tinha a capacidade de sensibilizar-se ao contato com a luz, e bastava que a chapa recebesse um banho de mercúrio aquecido para que uma imagem nela impressa fosse exposta. O processo culminava com um banho de tiossulfato de sódio, a fim de que a imagem fosse fixada e posteriormente reproduzida.

Daguerre confirmava, assim, a sensibilidade dos átomos de prata à luminosidade ao formarem cristais que reagem quimicamente às ondas de luz, capturando as imagens que elas refletiam. Começava, pois, a história da fotografia mais ou menos como a conhecemos nos dias atuais!
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